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domingo, 4 de março de 2012

O RISCO EMINENTE DE UM GRAVE ACIDENTE





Esta rua de acesso aos bairros Jardim Nova Era, Residencial Marechal Rondon e Dom Osório, tem diariamente um grande fluxo de veículos que por ali transitam que vão desde ciclista, motos, carros, ônibus e caminhões de entregas e um grande número de alunos que diariamente passam pelo local em direção a Escola Estadual Maria Elza.
Foto
O problema já foi divulgado mas a falta de providencias persiste! Havia um comprometimento inicial de 25% e a falta de manutenção fez com que o problema aumentasse e hoje 30% da rua já está visivelmente comprometida.


O mais grave é o risco invisível, escondido sob a fina camada de asfalto, pois houve uma ação erosiva que avança por baixo do asfalto e está prestes a causar um grave acidente, podendo cair um carro ou ônibus dentro do córrego!


Esta parte toda já desabou...

A CODER limitou-se a colocar um cavalete no local e só!
É difícil entender porque não é logo feito um trabalho restaurador, ANTES da situação agravar!
Prevenção poderá evitar um acidente grave, pois um ônibus lotado de pessoas despencando no local poderá ferir muitas pessoas, ou coisa pior!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

DESCASO COM A POPULAÇÃO...

Diferentemente do que apregoa em cada unidade de atendimento, em vídeos ricamente elaborados a Saúde Pública de Rondonópolis está deixando muito a desejar!

O desrespeito com a saúde da população não tem medidas! Não bastam todas as mazelas causadas pelo deficiente atendimento, a falta de prevenção (Medicina Preventiva) faz com que milhares de vetores se reproduzam constantemente e o resultado são sempre novos casos de DENGUE, LEISHMANIOSE, CHAGAS e outras patologias.Não há prevenção (controle eficaz do vetor) e não há medicamento para, pelo menos, fazer a Medicina Curativa...

Medicamento em falta já se tornou um hábito. Péssimo hábito! E, para complicar ainda mais o quadro caótico a secretaria de saúde concede férias à funcionária (direito constitucional), mas não substitui a atendente por outra servidora... Resultado: Pacientes que procuram medicamentos encontram a farmácia fechada, no CAISM, (Centro de Atendimento da Mulher).

Uma das funcionárias explica:
--Tem que ir à farmácia da Policlínica...
E lá, outra servidora declara:
--Este medicamento só tem no CAISM... (Estrogênios Conjugados)...

Traduzindo, isto quer dizer, em poucas palavras:
“Se vire”... “compre” ou “Dane-se”... E a população não está ‘pedindo esmolas’ ao poder público! Está em busca de direitos! Direitos estes espezinhados e relegados a tal grau de descaso e incompetência que só o Ministério Público poderá tomar as medidas

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O ASSASSINATO DA AVENIDA GOIÂNIA


 RONDONÓPOLIS



Ao perceber a instalação de um semáforo na Avenida Goiânia, via expressa de acesso a vários bairros de nossa cidade, no Conjunto São José, exatamente num local onde já ocorreram vários acidentes, pelo menos dois destes com morte, acreditei que o correto seria feito para corrigir os riscos que a Av. Goiânia apresentava.
             o novo semáforo da Avenida Goiânia

Mas, lamentavelmente esta via foi “cruelmente assassinada”!

Veja as fotos do crime:
a 'elaboração' do quebra-molas...

           Esta foto mostra um dos pontos críticos, o acesso ao Residencial Buriti:
ali, deveria ter sido construído um redutor de velocidade






           E nesta transversal em frente, também deveria receber um ‘quebra-molas’, neste local também houveram acidentes...
        Acredito que quem tomou esta decisão (unilateral e sem realizar uma análise aprofundada do local) cometeu um equívoco gravíssimo!
       A distorção foi analisar que ‘a culpa’ seria da Avenida Goiânia, não percebendo que a causa do problema é provocado por motoristas irresponsáveis QUE ACESSAM sem os devidos cuidados...
     Concordo com a necessidade de ‘quebra molas’ em alguns lugares para coibir ações que possam provocar acidentes e colocar a vida de muitos em risco!
     O local correto, onde deveriam ser construídos estes redutores de velocidade seria nas vias transversais que acessam a Avenida Goiânia e NÃO na própria avenida!
A Goiânia é uma via expressa e QUEM VAI ACESSAR deve ter todo o cuidado, observar ANTES de ingressar nesta avenida.
                       e o buraco, na rua continua crescendo...

      Acidentes gravíssimos ali já ocorreram, com mortes ou importantes seqüelas.
      As ruas transversais que ‘cortam’ a Avenida Goiânia estas sim deveriam receber os redutores (quebra molas). Pelas regras de trânsito quem tem que parar, observar e aguardar para acessar são os motoristas que estão numa destas ruas.
     Hoje, 16/11/11 aproximadamente às 13:00 ocorreu um acidente envolvendo um caminhão e uma moto.          Aparentemente um dos dois veículos avançou na Avenida Goiânia... Pela posição do caminhão este estaria atravessando a Avenida, atingindo a moto.
         Está realmente faltando uma análise crítica ANTES de ações   importantes no trânsito!
       A Av. D. Pedro é outro problema que requer urgentes providências devido ao caos em toda sua extensão!









segunda-feira, 20 de junho de 2011

“DE MENOR”...

Rondonópolis, 20/06/2011

É estranho: foi criada uma lei para deixar os jovens às margens da lei...


Esta lei foi criada para formar que tipo de jovem? A Proibição de crianças e menores que diz que “criança não pode trabalhar”...

Como assim? Eu trabalhei junto com meus pais, nunca 'caiu' nem um pedaço devido a isto além do que, com eles aprendi muito do que sei hoje!

Agora, o chamado "de menor" não pode trabalhar, fica nas ruas enquanto os pais trabalham e rapidamente são 'adotados' por traficantes, passam a vender e usar drogas e dos pequenos furtos caseiros passa a cometer infrações e crimes.

Infelizmente, depois de viciado um jovem perde toda e qualquer noção de ‘certo e errado’, faz qualquer coisa para conseguir dinheiro para a droga, e pode até mesmo matar!

Onde foi parar o respeito e a educação? Depois que os pais ficaram proibidos até de mandar os filhos executarem serviços domésticos ou auxiliarem os pais nas atividades que os mesmos trabalham o que percebemos o aumento de grupos de meninos pelas ruas...

E na rua o que irão aprender?

Experimentam drogas e, depois, para manter o vicio começam a roubar e a evolução é muito triste, nunca acaba bem!

Acho estranha, a criação de leis proibitivas sem oferecer condições, um espaço especial, escola em período integral com aulas, o intervalo de almoço, e um período para cursos e treinamento, bases iniciais de conhecimento para a criança e o adolescente e o lazer deve ser intercalado, na forma de aulas de música, jogos e brincadeiras e isso deve ser diariamente!

Existem tantos cursos que poderiam ser implantados, dentro desta escola especial, que vão desde o manejo de hortas, trabalhos manuais, costuras e bordados, pintura, confecções de roupas, panificação, e uma centena de atividades.

Isto deve ser feito em conjunto com o governo federal, estadual e municipal, para a construção da escola. Áreas disponíveis para horta o município dispõe. Isto é difícil de fazer? Não! É muito fácil, basta vontade e interesse em fazer.

O trabalho do PETI com as crianças é razoável, mas não atinge TODAS as crianças. A passagem de criança a adolescente e logo chega à idade adulta, isto é muito rápido. E o jovem que nunca trabalho ou recebeu noções para o trabalho não estará preparado nem motivado para o trabalho...

Ora, um menino de 15 anos é um homem, engravida meninas e não pode trabalhar? Fala sério! E fica por ai, fazendo maldades!

Acabo de assistir a notícia sobre um jovem viciado que destruiu a casa da família com uma marreta em S. José do Rio Preto em 15 minutos! (20/06/2011)

Se este menino estivesse estudando e trabalhando ele não teria tempo para se desviar para as drogas!

Está faltando um novo estudo e algumas alterações na lei, pois alguma coisa está profundamente errada! Esta lei é absurda!



quinta-feira, 16 de junho de 2011

ANIMAIS DOENTES (E SADIOS) CONTINUAM NAS RUAS DE RONDONÓPOLIS


Lamentavelmente continuamos a encontrar centenas de animais (cães e gatos) abandonados nas ruas de Rondonópolis. Muitos apresentam o aspecto característico da Leishmaniose.

O Centro de Controle de Zoonoses que idealizei com tanto carinho não executa as ações necessárias e importantes para garantir a saúde animal, e as conseqüências são altamente prejudiciais tanto para a saúde animal quanto para a saúde humana!

Na Conferência Municipal de Saúde, em 1999 eu mesma coletei as assinaturas dos delegados para a criação do CCZ. Mas a unidade local deixa desejar em todos os sentidos, seja no atendimento, ou seja, nos serviços QUE DEVERIAM SER PRESTADOS...

O elevado número de eutanásias praticado contra os cães jamais irá solucionar o grave problema representado pela Leishmaniose!

Faz-se urgente e necessário eliminar o vetor (Flebótomo) que continua a proliferar de forma assustadora! O número de casos de Leishmaniose continua a aumentar, e também ocorreram inúmeros óbitos provocados pela doença.

UMA SALA DE CASTRAÇÃO DE ANIMAIS...

O Centro de Zoonoses possui profissional (médicos veterinários), dispõe de espaço, depende apenas da sensibilização do gestor municipal para disponibilizar este serviço à população!

Este investimento irá representar mais saúde para a população e para os animais.

Reduzindo a procriação dos cães e gatos dificilmente iremos encontrar animais abandonado, correndo risco de serem atropelados, ou mais grave ainda: Causar graves acidentes envolvendo motociclistas ou ciclistas.

Várias cidades brasileiras oferecem estes serviços, vou citar uma delas: Araraquara-SP.

O município, além de ofertar a castração gratuita dos animais possui também uma unidade volante para prestar o serviço à população.

E também oferece as vacinas (anticoncepcional) para os animais.

Na pré-conferência municipal de saúde apresentei a sugestão para que seja imediatamente oferecido tal serviço.

E apresento também a sugestão de uma unidade móvel de castração, pois as pessoas de menor poder aquisitivo sequer tem como se deslocar até o CCZ.

Uma campanha de cadastro e castração, amplamente divulgada, poderá diminuir consideravelmente o numero de animais abandonados, que circulam pela cidade.



terça-feira, 17 de maio de 2011

Os buracos da rua...

Em Porto Alegre-RS moradores cansados pelo descaso do serviço público, que não consertava os buracos na rua, decidiram utilizar criativamente os buracos, para jogar golfe...



A brincadeira, evidentemente está ‘bombando’ no YOU TUBE com centenas de acessos.


Aqui os buracos são maiores: Dá para ‘brincar’ de esconder um carro e até caminhões...


O conserto (buracos na cidade toda) não era efetuado com a desculpa das chuvas... A temporada chuvosa já passou, mas os buracos continuam sendo mantidos, sabe-se lá o porquê!


No Residencial Marechal Rondon uma das ruas (atrás da Escola Maria Elza), asfaltada, virou rua de terra. Iniciou com o surgimento de um buraco não fechado e logo surgiram outros muitos outros! Hoje o asfalto desapareceu totalmente devido ao completo descaso.


O mais grave é que, com as chuvas, grande quantidade de terra desceu, em devido a novas ruas abertas no bairro vizinho, e se depositou em frente à escola, necessitando ser removida para facilitar o acesso de professores e alunos! Esta terra encontra-se depositada no murro lateral da escola...


O diretor da CODER sempre garante SABER do problema. Mas, só ‘saber’ não basta, tem que agir!


O grande numero de acidentes de transito em Rondonópolis tem como fator causador, entre outros motivos que vão desde a falta de visibilidade em esquinas, devido a árvores, carros estacionados em locais que atrapalham a visão, buracos, falta de educação de grande parte da população, ‘bicicreteiros’ que viram motoqueiros ou pior: moto taxistas! Da mesma maneira que andavam de bicicleta, em cima de calçadas, na contramão, sem respeitar sinalização ou semáforos eles partem para o transito!


Outro fator é entrada de muitos grandes caminhões (bi-trem) que circulam pelo bairro, e o setor de transito deveria rever isto, pois além da destruição do asfalto, que não é preparado para veículos pesados, torna-se um risco para os moradores...











segunda-feira, 16 de maio de 2011

Indignação

Outro excelente artigo de Orlando Sabka, que traduz o que a população Rondonopolitana vem sofrendo!

O brasileiro vive de teimosia e indignação. Sim, teimoso e indignado, pois a situação no país é vergonhosa em praticamente todos os sentidos. Nossa gente não vive nem a sombra de país emergente, cuja qualidade de vida é de quinta categoria. A começar pela nossa querida Rondonópolis com problemas crônicos, seja na saúde (fundo do poço), trânsito (falta de sinalização, redutores de velocidade, buracos por todos os bairros e algumas crateras de fazer inveja ao Gran Canyon nos Estados Unidos), segurança pública e por aí vai.







O Hospital Regional de Rondonópolis que deveria referência estadual é hoje uma triste lembrança dos tempos de sua fundação, está completamente sucateado. Providências nunca foram tomadas, apenas discursos evasivos sem nenhuma sustentação. Quanto aos medicamentos de “Alto Custo” e da Portaria 172 não são cumpridos pelo Estado e as ações na justiça são uma constante, chegando às centenas. Esperamos que o Ministério Público fizesse valer o direito dos cidadãos para que de fato justiça seja feita, doa a quem doer. Um dos maiores incentivos ao crime, à negligência e a má gestão pública é a impunidade, de modo que anda solta pelo país nas últimas décadas.






No entanto toneladas de medicamentos se encontram vencidos nos depósitos da Secretaria de Saúde da Capital. São extremos que não conseguimos entender, pois se caracteriza como má gestão pública, com total falta de responsabilidade já que os usuários desses medicamentos necessitam dos mesmos de imediato e se obrigam em adquerí-los nas farmácias particulares às duras penas, ou aguardar sob risco de morte. Alguém deve ser responsabilizado judicialmente. Deixar como está em nada muda.






Em nível de Estado de Mato Grosso, as BRs, principalmente a 364, ligação entre Rondonópolis e Cuiabá (rodovia da morte), a duplicação há muito que deveria ter acontecido e agora, mais do nunca, com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol, em que a capital mato-grossense é uma das sedes dos jogos. O fluxo de veículos já é intenso e vai se tornar ainda maior durante o evento, pois preservar a vida, em meu modesto ponto de vista, é fundamental. O descaso é total, pois nos falta de fato representatividade aguerrida em Brasília. O que existe são apenas promessas de campanha no período das eleições. Após isso somos esquecidos por completo e a vida segue em frente aos trancos e barrancos. E ainda dizem que Deus é brasileiro. Será?






Hospitais e Pronto Socorro pelo Brasil se encontram abaixo da crítica. É gente morrendo pelos corredores dos mesmos por falta de condições dignas de atendimento, na maioria das vezes até por falta de medicamentos básicos e ou por infecção hospitalar. Exames e cirurgias sofisticadas se tornaram utopia e, quando se consegue, é tão somente com vários meses na fila. Nesse meio tempo muita gente morre e todo fica no mesmo. Os reclames de nossa gente não chegam aos ouvidos das autoridades responsáveis, encasteladas no poder, igual aos senhores feudais de outrora.






Poderíamos escrever páginas e mais páginas, mas vamos no ater por aí mesmo, sem querer entrar nas questões da educação, segurança pública, campanha do desarmamento do cidadão honesto, dos marginais armados até aos dentes, do tráfico de drogas, dos aeroportos, de nossas fronteiras. . . . .






Somos, na verdade, um país doente, doente de princípios éticos, honestidade, honra, decência, cidadania, civismo, caráter, etc. e etc. e, por fim, doente do corpo, atacado por vírus e bactérias, sem a devida perspectivas de cura, de modo que a negligência aflora no dia a dia.





ORLANDO SABKA

E-mail: osabka@terra.com.br

Rondonópolis/MT, maio de 2011.





sexta-feira, 29 de abril de 2011

indignação!

O descaso toma conta de Rondonópolis, afetando profunda e gravemente a população, especialmente na área de Saúde Pública! Tanto da parte da municipalidade quanto da Saúde do Estado, a ingerencia toma conta! Faltam profissionais, faltam medicamentos, faltam exames! Bia Lopes
Leia o artigo de Orlando Sabka:

Mais comentários de indignação




Em nossa querida cidade de Rondonópolis vive-se todo tipo de momentos a todo instante. Ao desejo de todos é bem verdade que gostaríamos que esses momentos pudessem ser sempre os melhores possíveis, mas não é isso o que está acontecendo. Estamos ficando cada vez mais estarrecidos e indignados a ponto de nos indagarmos e ficarmos descrentes do porque de tudo isso. Seria por acaso um período de má fase, uma daquelas que tantas vezes acontece em nossa vida? Mas aí perguntamos por que vem acontecendo de modo coletivo, que está prejudicando a todos?



Mas aí perguntamos também se a causa somos nós mesmos ou existem outros fatores que contribuem para que esses fatos tão desagradáveis aconteçam? Olhando um pouquinho mais ao longe vemos que por lá também isso vem acontecendo. Afinal o que realmente causa todos esses transtornos? Nosso bem estar, segurança e nossa vida está em jogo. Os mais graves, no geral, são a saúde pública e a segurança.



Não resta dúvida que em muitos casos temos uma grande dose de culpa e um exemplo disso é a falta de respeito e responsabilidade no trânsito, que continua fazendo vítimas todos os dias. Cadê as lombadas eletrônicas e os redutores de velocidade tão almejados? Outro mau e exemplo é jogar lixo em via pública, como também não manter quintais e terrenos baldios limpos, proporcionando a proliferação do mosquito da dengue.



Em muitos casos deixamos de fazer a nossa parte, mas e o poder público, os senhores gestores da coisa pública, o que eles estão fazendo ou deixando de fazer para que a máquina administrativa esteja bem “azeitada”, de modo a servir a comunidade de modo satisfatório? Em meio a tudo isso existe extremos e dentre eles o atendimento à saúde de nossa gente, a segurança pública que deixa a desejar, o avanço das drogas, rodovias esburacadas, aeroportos sucateados, e assim por diante, numa lista infindável.



Seriam, em sua maioria, os nossos gestores apenas pessoas interessadas nesses cargos públicos ou existe vocação para tal, de se empenharem ao máximo em prol do bem estar de nossa gente? Esses fatos estão acontecendo por todo o país, com raras exceções.



Como reverter esse quadro em curto prazo para que possa produzir bons frutos? Infelizmente até o presente momento a melhor solução está sendo pressionar os gestores sob diversas formas como passeatas, bloqueio de rodovias, greves, etc. e etc. Entendemos não seres esses os meios mais aconselháveis, já que ferem direitos de outros, mas no momento os mais eficazes, pois o poder público somente toma alguma providência sob muita pressão popular.



Muitos recorrem ao Ministério Público para tentar garantir os medicamentos de “Alto Custo” e da “Portaria 172”, mas os trâmites são demorados. Quem necessita desses medicamentos não pode esperar tanto tempo, necessita de imediato e quando consegue um pouco deles vêm com atraso de um há alguns meses, ou simplesmente deixam de enviar. As justificativas são as mais diversas, desde a falta de medicamento na Secretaria de Saúde da Capital do Estado, em processo de licitação e assim por diante, num total descaso para com os usuários desses medicamentos. Chegou a tal ponto que, quando se consegue ligar para o setor desses medicamentos, ouvimos uma música do cantor Luan Santana e depois a ligação cai. Ninguém atende. Infelizmente isso é normal. No entanto os usuários desses medicamentos ficam apenas no aguardo da boa vontade da Secretaria de Saúde de MT em atender, rezando para que seja de imediato.



Na verdade o descaso e omissão são enormes também em outros setores da saúde pública em MT, como no caso de exames mais sofisticados como o teste de esforço físico/cardiorrespiratório e cateterismo, que leva de seis a oito meses para ser realizado na Capital do Estado, uma vez que os mesmos não são realizados em Rondonópolis pelo SUS, como também tomografia computadorizada.



O atendimento de excelência do Hospital Regional de Rondonópolis há muito que deixou de ser referência, para ser tornar um hospital sucateado como tantos outros pelo país. Entendemos que alguém é responsável e esse alguém deve ser chamado à responsabilidade, pois tem a obrigação e o dever de zelar pela coisa pública. Deixar como está vai agravar ainda mais a saúde em Mato Grosso. Providências devem ser tomadas de imediato, antes que o barco afunde de vez.



ORLANDO SABKA


E-mail: osabka@terra.com.br



Rondonópolis/MT, abril de 2011.