Diferentemente do que apregoa em cada unidade de atendimento, em vídeos ricamente elaborados a Saúde Pública de Rondonópolis está deixando muito a desejar!
O desrespeito com a saúde da população não tem medidas! Não bastam todas as mazelas causadas pelo deficiente atendimento, a falta de prevenção (Medicina Preventiva) faz com que milhares de vetores se reproduzam constantemente e o resultado são sempre novos casos de DENGUE, LEISHMANIOSE, CHAGAS e outras patologias.Não há prevenção (controle eficaz do vetor) e não há medicamento para, pelo menos, fazer a Medicina Curativa...
Medicamento em falta já se tornou um hábito. Péssimo hábito! E, para complicar ainda mais o quadro caótico a secretaria de saúde concede férias à funcionária (direito constitucional), mas não substitui a atendente por outra servidora... Resultado: Pacientes que procuram medicamentos encontram a farmácia fechada, no CAISM, (Centro de Atendimento da Mulher).
Uma das funcionárias explica:
--Tem que ir à farmácia da Policlínica...
E lá, outra servidora declara:
--Este medicamento só tem no CAISM... (Estrogênios Conjugados)...
Traduzindo, isto quer dizer, em poucas palavras:
“Se vire”... “compre” ou “Dane-se”... E a população não está ‘pedindo esmolas’ ao poder público! Está em busca de direitos! Direitos estes espezinhados e relegados a tal grau de descaso e incompetência que só o Ministério Público poderá tomar as medidas
"É muito perigoso ter razão nos assuntos em que as autoridades estão equivocadas" Voltaire
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Indignação
Outro excelente artigo de Orlando Sabka, que traduz o que a população Rondonopolitana vem sofrendo!
O brasileiro vive de teimosia e indignação. Sim, teimoso e indignado, pois a situação no país é vergonhosa em praticamente todos os sentidos. Nossa gente não vive nem a sombra de país emergente, cuja qualidade de vida é de quinta categoria. A começar pela nossa querida Rondonópolis com problemas crônicos, seja na saúde (fundo do poço), trânsito (falta de sinalização, redutores de velocidade, buracos por todos os bairros e algumas crateras de fazer inveja ao Gran Canyon nos Estados Unidos), segurança pública e por aí vai.
O Hospital Regional de Rondonópolis que deveria referência estadual é hoje uma triste lembrança dos tempos de sua fundação, está completamente sucateado. Providências nunca foram tomadas, apenas discursos evasivos sem nenhuma sustentação. Quanto aos medicamentos de “Alto Custo” e da Portaria 172 não são cumpridos pelo Estado e as ações na justiça são uma constante, chegando às centenas. Esperamos que o Ministério Público fizesse valer o direito dos cidadãos para que de fato justiça seja feita, doa a quem doer. Um dos maiores incentivos ao crime, à negligência e a má gestão pública é a impunidade, de modo que anda solta pelo país nas últimas décadas.
No entanto toneladas de medicamentos se encontram vencidos nos depósitos da Secretaria de Saúde da Capital. São extremos que não conseguimos entender, pois se caracteriza como má gestão pública, com total falta de responsabilidade já que os usuários desses medicamentos necessitam dos mesmos de imediato e se obrigam em adquerí-los nas farmácias particulares às duras penas, ou aguardar sob risco de morte. Alguém deve ser responsabilizado judicialmente. Deixar como está em nada muda.
Em nível de Estado de Mato Grosso, as BRs, principalmente a 364, ligação entre Rondonópolis e Cuiabá (rodovia da morte), a duplicação há muito que deveria ter acontecido e agora, mais do nunca, com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol, em que a capital mato-grossense é uma das sedes dos jogos. O fluxo de veículos já é intenso e vai se tornar ainda maior durante o evento, pois preservar a vida, em meu modesto ponto de vista, é fundamental. O descaso é total, pois nos falta de fato representatividade aguerrida em Brasília. O que existe são apenas promessas de campanha no período das eleições. Após isso somos esquecidos por completo e a vida segue em frente aos trancos e barrancos. E ainda dizem que Deus é brasileiro. Será?
Hospitais e Pronto Socorro pelo Brasil se encontram abaixo da crítica. É gente morrendo pelos corredores dos mesmos por falta de condições dignas de atendimento, na maioria das vezes até por falta de medicamentos básicos e ou por infecção hospitalar. Exames e cirurgias sofisticadas se tornaram utopia e, quando se consegue, é tão somente com vários meses na fila. Nesse meio tempo muita gente morre e todo fica no mesmo. Os reclames de nossa gente não chegam aos ouvidos das autoridades responsáveis, encasteladas no poder, igual aos senhores feudais de outrora.
Poderíamos escrever páginas e mais páginas, mas vamos no ater por aí mesmo, sem querer entrar nas questões da educação, segurança pública, campanha do desarmamento do cidadão honesto, dos marginais armados até aos dentes, do tráfico de drogas, dos aeroportos, de nossas fronteiras. . . . .
Somos, na verdade, um país doente, doente de princípios éticos, honestidade, honra, decência, cidadania, civismo, caráter, etc. e etc. e, por fim, doente do corpo, atacado por vírus e bactérias, sem a devida perspectivas de cura, de modo que a negligência aflora no dia a dia.
ORLANDO SABKA
E-mail: osabka@terra.com.br
Rondonópolis/MT, maio de 2011.
O brasileiro vive de teimosia e indignação. Sim, teimoso e indignado, pois a situação no país é vergonhosa em praticamente todos os sentidos. Nossa gente não vive nem a sombra de país emergente, cuja qualidade de vida é de quinta categoria. A começar pela nossa querida Rondonópolis com problemas crônicos, seja na saúde (fundo do poço), trânsito (falta de sinalização, redutores de velocidade, buracos por todos os bairros e algumas crateras de fazer inveja ao Gran Canyon nos Estados Unidos), segurança pública e por aí vai.
O Hospital Regional de Rondonópolis que deveria referência estadual é hoje uma triste lembrança dos tempos de sua fundação, está completamente sucateado. Providências nunca foram tomadas, apenas discursos evasivos sem nenhuma sustentação. Quanto aos medicamentos de “Alto Custo” e da Portaria 172 não são cumpridos pelo Estado e as ações na justiça são uma constante, chegando às centenas. Esperamos que o Ministério Público fizesse valer o direito dos cidadãos para que de fato justiça seja feita, doa a quem doer. Um dos maiores incentivos ao crime, à negligência e a má gestão pública é a impunidade, de modo que anda solta pelo país nas últimas décadas.
No entanto toneladas de medicamentos se encontram vencidos nos depósitos da Secretaria de Saúde da Capital. São extremos que não conseguimos entender, pois se caracteriza como má gestão pública, com total falta de responsabilidade já que os usuários desses medicamentos necessitam dos mesmos de imediato e se obrigam em adquerí-los nas farmácias particulares às duras penas, ou aguardar sob risco de morte. Alguém deve ser responsabilizado judicialmente. Deixar como está em nada muda.
Em nível de Estado de Mato Grosso, as BRs, principalmente a 364, ligação entre Rondonópolis e Cuiabá (rodovia da morte), a duplicação há muito que deveria ter acontecido e agora, mais do nunca, com a aproximação da Copa do Mundo de Futebol, em que a capital mato-grossense é uma das sedes dos jogos. O fluxo de veículos já é intenso e vai se tornar ainda maior durante o evento, pois preservar a vida, em meu modesto ponto de vista, é fundamental. O descaso é total, pois nos falta de fato representatividade aguerrida em Brasília. O que existe são apenas promessas de campanha no período das eleições. Após isso somos esquecidos por completo e a vida segue em frente aos trancos e barrancos. E ainda dizem que Deus é brasileiro. Será?
Hospitais e Pronto Socorro pelo Brasil se encontram abaixo da crítica. É gente morrendo pelos corredores dos mesmos por falta de condições dignas de atendimento, na maioria das vezes até por falta de medicamentos básicos e ou por infecção hospitalar. Exames e cirurgias sofisticadas se tornaram utopia e, quando se consegue, é tão somente com vários meses na fila. Nesse meio tempo muita gente morre e todo fica no mesmo. Os reclames de nossa gente não chegam aos ouvidos das autoridades responsáveis, encasteladas no poder, igual aos senhores feudais de outrora.
Poderíamos escrever páginas e mais páginas, mas vamos no ater por aí mesmo, sem querer entrar nas questões da educação, segurança pública, campanha do desarmamento do cidadão honesto, dos marginais armados até aos dentes, do tráfico de drogas, dos aeroportos, de nossas fronteiras. . . . .
Somos, na verdade, um país doente, doente de princípios éticos, honestidade, honra, decência, cidadania, civismo, caráter, etc. e etc. e, por fim, doente do corpo, atacado por vírus e bactérias, sem a devida perspectivas de cura, de modo que a negligência aflora no dia a dia.
ORLANDO SABKA
E-mail: osabka@terra.com.br
Rondonópolis/MT, maio de 2011.
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