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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Indignação continua


Leia este artigo de orlando sabka:
Indignação continua
Certas coisas acontecem e nós, pobres mortais pagadores de impostos, não conseguimos entender, ou o entendimento fugiu de nosso alcance, de modo que queremos cada coisa em seu devido lugar, sem que aja favorecidos ou não, pelos menos pensamos assim, pois fomos educados respeitando limites, em que respeito, palavra, honra, decência são raízes inalienáveis. O respeito às pessoas sempre foi fundamental, mas nos dias atuais não é bem assim. Comunidades são ignoradas, como também suas necessidades básicas (alimentação, saúde, segurança, educação, moradia, dentre outras).
Um exemplo a citar, com imensa indignação, o não atendimento, por parte do poder público, a quase duas décadas, dos inúmeros reclames e solicitações para implantação de redutores de velocidade junto à rodovia MT 270, trecho entre o Bairro Colina Verde e Jardim Atlântico. Optaram pelo menor esforço paliativo, trancar com blocos de concreto o meio da rodovia, de modo a não permitir o acesso à mesma pela Av. D. Pedro, saída natural para diversos bairros, obrigando os motoristas a uma enorme volta pelo Jardim Mato Grosso e Coopalis, como também quem trafega pela Av. Rio Branco é obrigado a rodar até a Rua Fernando Correa da Costa ou seguir pelo Jardim Mato Grosso e pela Coopalis, afunilando e congestionando ainda mais o trânsito defronte ao Macro Supermercado, numa clara demonstração de desconhecimento dos reais problemas daquela região. Podemos entender também como omissão para com nossa gente, pois ao invés de sanar problemas, criam outros ainda maiores. No entanto, o poder público atendeu de imediato a construção de redutores de velocidade e lombadas na Rua Fernando Correa da Costa, defronte ao Hipermercado que está sendo construído. Nada contra essas obras, pelo contrário, aplaudimos, são bem vindas, mas fica a pergunta: por que não atendem aos nossos apelos? O hipermercado é um comércio particular, nós somos diversas comunidades com centenas de famílias, por que esse descaso para conosco?
A cada dia que passa se observam absurdos por toda parte. O trânsito virou luta campal, onde alguns se apregoam que tudo podem, para desespero de muito e as mortes vão acontecendo. Os assaltos às residências, aos estabelecimentos comerciais e bancários e aos transeuntes são uma constante, seja à luz do dia ou à noite, não fazendo a menor diferença para os meliantes, face às facilidades encontradas, seja nas leis vigentes (muitas delas ultrapassadas à realidade presente), na falta de um aparato policial intensivo e ostensivo e, principalmente, na omissão do Estado. O que dizer dos constantes assassinatos em nossa cidade?
Corrupção e roubalheira se alastram pelo país de modo assustador, tendo com combustível a impunidade. Quem deveria dar bom exemplo se omite, encontra campo fértil em nossa Casa maior de Leis, num verdadeiro balcão de negociatas, muitas vezes sob os auspícios do executivo e sob o manto protetor do Judiciário. O mesmo acontece com empresários de peso e funcionários dos altos escalões. Sentenças são compradas na maior cara de pau. Ninguém é preso e condenado, muito menos se devolve o dinheiro adquirido ilicitamente e os escândalos pipocam todos os dias, num festival de roubalheira interminável. Temos a obrigação de combater terminantemente a corrupção, sob pena de nossa frágil democracia se esfacelar por inteiro, de modo que os três poderes da República voltem a ser o baluarte dessa nação e não essa vergonha nacional.
Como educar nossos filhos ante toda essa podridão? Transmitir valores morais e éticos em casa ou na escola se olharmos para os lados e vemos exatamente o contrário? Os noticiários televisivos e imprensa escrita e falada nos apresentam, diariamente, uma enxurrada de denúncias das mais diversas de desvios de verbas, até da merenda escolar, numa escalada jamais vista em nosso país e a vida continua como se nada estivesse acontecido, que nos leva a pensar que a roubalheira praticada pelos intocáveis do colarinho branco foi institucionalizada de modo permanente. A isso tudo nossos jovens observam e muitas vezes questionam se no Brasil compensa ser honesto. Estamos no fundo do poço da moralidade, ética, aplicação das leis e assim por diante. Até quando?
A inversão de valores é tal que não nos abalamos mais. Nas escolas os professores são reféns dos alunos. O uso de drogas se disseminou pelo país. Nos presídios quem manda é o preso, inclusive arquiteta assaltos e assassinatos, tudo numa boa, sem maiores interferências. O STF determinou que casamento de homem com homem e mulher com mulher constitui família, em total desencontro do que consta em nossa Constituição Federal e nas leis de Deus. E o STJ anula provas apresentadas pela PF, em flagrante proteção aos envolvidos em crimes do “colarinho branco”. Respeito, gentileza, hombridade, honra, decência, palavra empenhada, etc. há muito que caiu de moda, ao passo que mentir e zombar, ameaçar, deturpar e desrespeitar, furtar e roubar é uma constante de uma lista interminável, sendo a tônica no dia a dia no Brasil, paraíso de ladrões engravatados e criminosos internacionais, em decisões judiciais de fazer ruborizar as pessoas de bem desse país, em total desacordo com a nossa carta maior de Leis. São pessoas que deveriam zelar por nossas leis e fazer bom uso delas, no entanto zomba das mesmas, se achando superior a tudo e a todos, de acordo com a conveniência. Isso é triste e lamentável e mais triste ainda é que permanecemos de braços cruzados sem tomar nenhuma atitude.
Nossos gestores, com algumas exeções, nas três esferas (municipal, estadual e federal) deixam a desejar, devem comprometimento com a coisa pública, a zelar pelas leis e sua aplicação na horizontal. Que nossa gente possa ter tratamento digno na saúde e na educação. Segurança em seus lares e no trabalho. Salário e aposentadoria que venha a cobrir suas necessidades. Rodovias seguras e que o ir e vir seja garantido para todos.
                                                                              ORLANDO SABKA
                                                                                              RG 135.757/SSP/MS
                                                                                              E-mail: osabka@terra.com.br
                                                                                                              Rondonópolis/MT, setembro de 2011.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

indignação!

O descaso toma conta de Rondonópolis, afetando profunda e gravemente a população, especialmente na área de Saúde Pública! Tanto da parte da municipalidade quanto da Saúde do Estado, a ingerencia toma conta! Faltam profissionais, faltam medicamentos, faltam exames! Bia Lopes
Leia o artigo de Orlando Sabka:

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Em nossa querida cidade de Rondonópolis vive-se todo tipo de momentos a todo instante. Ao desejo de todos é bem verdade que gostaríamos que esses momentos pudessem ser sempre os melhores possíveis, mas não é isso o que está acontecendo. Estamos ficando cada vez mais estarrecidos e indignados a ponto de nos indagarmos e ficarmos descrentes do porque de tudo isso. Seria por acaso um período de má fase, uma daquelas que tantas vezes acontece em nossa vida? Mas aí perguntamos por que vem acontecendo de modo coletivo, que está prejudicando a todos?



Mas aí perguntamos também se a causa somos nós mesmos ou existem outros fatores que contribuem para que esses fatos tão desagradáveis aconteçam? Olhando um pouquinho mais ao longe vemos que por lá também isso vem acontecendo. Afinal o que realmente causa todos esses transtornos? Nosso bem estar, segurança e nossa vida está em jogo. Os mais graves, no geral, são a saúde pública e a segurança.



Não resta dúvida que em muitos casos temos uma grande dose de culpa e um exemplo disso é a falta de respeito e responsabilidade no trânsito, que continua fazendo vítimas todos os dias. Cadê as lombadas eletrônicas e os redutores de velocidade tão almejados? Outro mau e exemplo é jogar lixo em via pública, como também não manter quintais e terrenos baldios limpos, proporcionando a proliferação do mosquito da dengue.



Em muitos casos deixamos de fazer a nossa parte, mas e o poder público, os senhores gestores da coisa pública, o que eles estão fazendo ou deixando de fazer para que a máquina administrativa esteja bem “azeitada”, de modo a servir a comunidade de modo satisfatório? Em meio a tudo isso existe extremos e dentre eles o atendimento à saúde de nossa gente, a segurança pública que deixa a desejar, o avanço das drogas, rodovias esburacadas, aeroportos sucateados, e assim por diante, numa lista infindável.



Seriam, em sua maioria, os nossos gestores apenas pessoas interessadas nesses cargos públicos ou existe vocação para tal, de se empenharem ao máximo em prol do bem estar de nossa gente? Esses fatos estão acontecendo por todo o país, com raras exceções.



Como reverter esse quadro em curto prazo para que possa produzir bons frutos? Infelizmente até o presente momento a melhor solução está sendo pressionar os gestores sob diversas formas como passeatas, bloqueio de rodovias, greves, etc. e etc. Entendemos não seres esses os meios mais aconselháveis, já que ferem direitos de outros, mas no momento os mais eficazes, pois o poder público somente toma alguma providência sob muita pressão popular.



Muitos recorrem ao Ministério Público para tentar garantir os medicamentos de “Alto Custo” e da “Portaria 172”, mas os trâmites são demorados. Quem necessita desses medicamentos não pode esperar tanto tempo, necessita de imediato e quando consegue um pouco deles vêm com atraso de um há alguns meses, ou simplesmente deixam de enviar. As justificativas são as mais diversas, desde a falta de medicamento na Secretaria de Saúde da Capital do Estado, em processo de licitação e assim por diante, num total descaso para com os usuários desses medicamentos. Chegou a tal ponto que, quando se consegue ligar para o setor desses medicamentos, ouvimos uma música do cantor Luan Santana e depois a ligação cai. Ninguém atende. Infelizmente isso é normal. No entanto os usuários desses medicamentos ficam apenas no aguardo da boa vontade da Secretaria de Saúde de MT em atender, rezando para que seja de imediato.



Na verdade o descaso e omissão são enormes também em outros setores da saúde pública em MT, como no caso de exames mais sofisticados como o teste de esforço físico/cardiorrespiratório e cateterismo, que leva de seis a oito meses para ser realizado na Capital do Estado, uma vez que os mesmos não são realizados em Rondonópolis pelo SUS, como também tomografia computadorizada.



O atendimento de excelência do Hospital Regional de Rondonópolis há muito que deixou de ser referência, para ser tornar um hospital sucateado como tantos outros pelo país. Entendemos que alguém é responsável e esse alguém deve ser chamado à responsabilidade, pois tem a obrigação e o dever de zelar pela coisa pública. Deixar como está vai agravar ainda mais a saúde em Mato Grosso. Providências devem ser tomadas de imediato, antes que o barco afunde de vez.



ORLANDO SABKA


E-mail: osabka@terra.com.br



Rondonópolis/MT, abril de 2011.