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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Até onde vai a estupidez humana?


Sexta-feira à tarde, dia 23/09/2011, aproximadamente as 17 horas, eu não apenas presenciei e sim vivenciei uma situação que, por pouco não provocou um acidente que, no meu caso, de moto, poderia ter conseqüência desastrosa ou até mesmo, fatal!
Tudo provocado pela falta de educação do motorista do carro placas DQY 4061, que na Avenida Bandeirantes acesso à Rua D. Pedro, enquanto aguardávamos a abertura do sinal, avançou com o carro até encostar a roda dianteira no meu pé que, caso eu não houvesse retirado rapidamente teria parado o carro sobre meu o pé, ainda assim a roda do carro encostou-se à minha perna!
Se eu tivesse firmeza no controle da moto teria sofrido uma queda! Por que tanta estupidez e grosseria?
Como este motorista Rondonópolis tem muitos, que avançam o sinal, que desrespeitam o pedestre, que dirigem conversando ao celular, andam acima da velocidade, ingerem bebidas alcoólicas, colocando a vida das pessoas em risco!
E isto, caros leitores, aconteceu durante as programações da Semana do Trânsito!

sábado, 10 de setembro de 2011

Beber e dirigir não é direito de ninguém


Este artigo do Jairo é importantíssimo e deve ser republicado! Vale para todos, sem distinção, pois o que se percebe por ai, especialmente nos finais de semana, bares superlotados e muitos carros e motos...

Beber e dirigir não é direito de ninguém

Jairo Bouer

Dois graves acidentes de carro que tiraram a vida de jovens em São Paulo, recentemente, chamam a atenção para um fenômeno cada vez mais recorrente em nosso país. As mortes no trânsito, na contramão de outras causas de morte violenta, caem a uma velocidade muito lenta, mesmo depois da lei seca. E é claro que o álcool é o grande vilão da maior parte dessas fatalidades.

Um carro que voava a quase 150 km/h em uma das ruas mais movimentadas do Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo, tirou a vida de uma jovem advogada. Em outro caso, um carro blindado, também em velocidade que excedia o limite de 30km/h de uma pequena rua na Vila Madalena, atropelou um jovem de 24 anos, que voltava a pé para casa.

Em comum, esses acidentes revelam uma faceta de outros do mesmo gênero, que se repetem à exaustão nos finais de semana de pequenas e grandes cidades do Brasil. As pessoas bebem, têm seus reflexos prejudicados, assumem comportamentos de risco ao volante e perdem o controle sobre seus carros, que se transformam em armas mortais.
É triste ver que, mesmo com a lei seca, a bagunça segue solta. Rachas, excesso de velocidade, desrespeito ao pedestre, arrogância, enfrentamento das autoridades, mentiras sobre o que se fez ou como se conduzia, tudo virou rotina. As pessoas se consideram acima da lei, criando a concepção de que 'tenho meu carro, posso usá-lo como eu quiser'.

Errado! Em sociedade, os direitos individuais esbarram nos direitos dos outros. Se, por ter bebido, eu posso colocar outras pessoas em risco, eu tenho que abrir mão do meu direito de conduzir. Parece óbvio, mas não é assim que acontece!

Enquanto essa consciência não for automática e a cultura do cuidado não prevalecer, as leis têm de ser aplicadas de forma exemplar. Talvez o exemplo sirva de freio, enquanto a maturidade não chega. Blitz, lei dura e punições cabíveis devem prevalecer, doa a quem doer. E essa dor não vai ser maior do que a dor de quem perde filhos ou amigos pela imprudência alheia!

jbouer@uol.com.br
Folha de São Paulo – 08-08-2011 

sábado, 3 de setembro de 2011

Nossas fronteiras e as drogas II/II



 * ORLANDO SABKA
O imediatismo, consumo exagerado e satisfação pessoal são o “barato” do momento. Os jovens vendo e vivenciado uma sociedade que perdeu valores humanos e que passou a super valorizar o dinheiro e o poder aquisitivo, buscam nos prazeres (bebidas, drogas e sexo) fuga para se libertar dessa sociedade atual que sufoca com seus valores cada vez mais duvidosos e nocivos.  Valoriza-se o “Ter” e deixa-se de lado o “Ser”. Na verdade criamos fracassos familiares, sociais e comunitários. Impera o desamor. Lares desfeitos, famílias desamparadas, muitas jogadas nas ruas, para debaixo de pontes e viadutos. Muitas pessoas não dão a mínima para esses fatos e seguem sua vida como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. Calor humano, nenhum. Fraternidade, então, nem pensar. São pessoas insensíveis, cujas mentes estão embrutecidas pelo consumo imediatista,  poder aquisitivo e acúmulo de bens materiais.

As propagandas televisivas são, em geral, bastante nocivas aos jovens e adolescentes, basta observarmos a publicidade sobre bebidas alcoólicas, por exemplo. Belas garotas (atrizes, cantoras, modelos, etc.) se associam ao bem-estar e extrema felicidade, que tudo é maravilhoso e que nos transporta ao êxtase. Programas que massificam o senso crítico, de modo a banalizar a razão, de jogar no lixo eternas verdades e isso tudo na busca incessante de cada vez mais acúmulo de riquezas. Banaliza-se a existência e vive-se a futilidade.

O exagero na publicidade é extremamente nocivo às crianças e adolescentes, cuja mente em formação, lhes molda desde a tenra idade o consumismo às 24 horas do dia. O viver passa a ser consumir. Nessas programações não existe nobreza e muito menos formação de caráter. Apenas, consumir, consumir e consumir. Ética, então, nem pensar. Não seria talvez um bom momento para que a programação televisiva contribuísse com bases éticas e morais para que nossas crianças, jovens e adolescentes possam ser devidamente informadas sobre os perigos dessas falsas promessas sobre as drogas, sejam elas lícitas e ilícitas? Ou o lucro é mais importante, a ponto de continuar com o rolo compressor, insensíveis como sempre, onde o financeiro sempre fala mais alto?

A sociedade como um todo, deveria mudar sua posição carcomida e buscar novos caminhos, corrigindo suas estruturas, de modo a sanar os meios que conduzem  ao vício que da sustentação ao tráfico de drogas. Se quisermos uma sociedade dos sonhos, soberana e livre, de oportunidades sadias, devemos por mãos à obra de imediato, pois a cada dia que passa mais difícil se torna.

Os desafios são gigantescos, a começar pela corrupção política, baixa qualidade da educação, desigualdades sociais, programação televisiva (pobreza moral e cultural, materialismo e consumismo). Falta-nos conscientização e atitude, mas haveremos de ter, pois são a única saída para todos nós, crianças, jovens, adolescentes e idosos.

                                                           ORLANDO SABKA