sexta-feira, 3 de maio de 2013

UM FUTURO PARA NOSSAS CRIANÇAS!


Trata-se de um brado de desespero ante a impunidade que anda à solta em nosso país! Leis existem e, caso fossem aplicadas corretamente, puniriam criminosos com rigor, não só os colocando na prisão, mas ainda os obrigaria a trabalhar para pagar pelo tempo em que ficariam na prisão. O artigo “Não à Proibição” que enfoca a defesa à liberação das drogas pelo cientista político Luiz Eduardo Soares cita que cada prisioneiro custa mensalmente aos cofres públicos 1,5 mil Reais!!! (RADIS 122-2012)
 Como assim??? R$ 1.500,00 por detento?? Muitas famílias brasileiras estão “sobrevivendo” com 01 salário mínimo, recebendo um auxilio de Bolsa Família, que, caso o governo repensasse tudo e aplicasse este dinheiro para oferecer condições de estudos e trabalho haveria uma grande diferença na vida destes cidadãos marginalizados pela vida e sem nenhuma perspectiva de futuro. Qual o futuro que representa esta ‘caridade governamental’? Nenhum! Crianças nascem e se criam pelas ruas sem futuro, sem esperanças e, a grande maioria é ‘adotada’ pelo tráfico, pela possibilidade de ganhar dinheiro fácil... Outros, ‘caem no vício’ e, para sustentar a necessidade da droga começas com pequenos furtos logo evoluindo para a violência, não são mais seres humanos, não tem o menor sinal de compaixão por suas vítimas, matam de forma cruel sem piedade!
Estas crianças, estes jovens deveria estar na escola, O DIA TODO, estudando e recebendo ensinamentos profissionalizantes, sendo alimentadas, educadas, com horário para o lazer e as brincadeiras saudáveis, importantes a cada crianças!
 Crimes como este cometido contra a dentista, que envolve um menor viciado em drogas, ocorrem diariamente não só nas grandes cidades como em cidadezinhas interioranas... Se houvesse punição, rigor na lei, o criminoso deveria ser punido e, além de preso deveria trabalhar cumprindo a pena. Até o final!
Lamentavelmente os legisladores que ai estão ‘elaborando leis’ atropelaram tudo, a Moral e a Ética “caíram de moda”? Não, senhores legisladores o Brasil está precisando de um banho de moralidade urgente e que a Ética não seja jamais esquecida no passado. Hoje a esperança dos brasileiros está depositada no Ministro Joaquim Barbosa e na espera das punições à quem se apoderou da dignidade do povo brasileiro, na restituição destas fortunas publicas desviadas de forma fraudalenta, na aplicação destas verbas na restauração da dignidade deste povo usurpado em seu direitos, que vê seus filhos mergulhados num futuro sombrio... Ou pior: Sem futuro!

o artigo:

Pais da dentista
Reinaldo Azevedo

Seu Viriato é pobre. Seu Viriato contribuiu 38 anos com o INSS. Seu Viriato usa camisa e sapato que os assassinos de sua filha não usariam. Seu Viriato não cheira cocaína. Seu Viriato agora procura um emprego aos 70 anos. Ninguém chama seu Viriato para escrever artigo.

São os pais da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, devastados pela dor. Olhem as roupas. É gente de remediada para pobre, que luta para sobreviver. Nenhum daqueles vagabundos que mataram Cinthya aceitaria usar os sapatos gastos de seu Viriato Gomes de Souza, que tem 70 anos e contribuiu 38 anos para a Previdência Social.

Nenhum daqueles vagabundos aceitaria sair à rua com uma camisa modesta como a de seu Viriato, que ele pagou com o seu trabalho.

Seu Viriato não tem Audi. Seu Viriato não cheira cocaína, a exemplo do “menor” que matou a sua filha.

OS BACANAS QUEREM DESCRIMINAR A COCAÍNA. O deputado petista Paulo Teixeira (SP) quer que seja permitido aos brasileiros portar cocaína para até 10 dias de consumo sem que isso seja considerado crime. Os que redigiram a nova proposta de Código Penal acham que é muita coisa. Eles acham que tem de ser apenas para cinco dias. Seu Viriato e sua mulher terão agora de achar um jeito de sobreviver, enquanto pensadores pendurados nas tetas do Estado querem descriminar as drogas.

Seu Viriato tem uma filha deficiente. A irmã dentista era o esteio da casa. Agora ela está morta porque o menor, o que estava cheirado, ficou irritado com o fato de ela só ter R$ 30 na conta bancária. Ele precisava cheirar mais, ora essa!, e a dentista não tinha dinheiro suficiente para alimentar o seu gosto. Os bacanas acham que seu Viriato deve ajudar a pagar o tratamento do “doente” que matou a sua filha. Mas também acham que se deve descriminar o porte de cocaína para até 10 dias de consumo, cinco quem sabe…

Mesmo transtornado pela dor, seu Viriato deu uma entrevista ao Estadão desta segunda. Vai reproduzido um trecho. Volto em seguida.
Voltei
Seu Viriato é um homem de bem.
Seu Viriato é um homem sensato.
Seu Viriato contribuiu 38 anos com o INSS
Seu Viriato tem 70 anos.
Seu Viriato procura um emprego.
Seu Viriato tem uma filha deficiente
Cinthya, a filha dentista de seu Viriato, cuidava da filha deficiente de seu Viriato.

Sabem o que a Maria do Rosário falou para seu Viriato? Nada!
Sabem o que o Gilberto Carvalho falou para seu Viriato? Nada!
Sabem o que José Eduardo Cardozo falou para seu Viriato? Nada!
Ou melhor: todos eles falaram. Eles falaram o seguinte para o seu Viriato: “Queremos o assassino de sua filha na rua daqui a, no máximo, três anos”.

Beatriz Antonieta Lopes
Bióloga- espec. em Entomologia Médica
Acadêmica de Direito

segunda-feira, 1 de abril de 2013

P á s c o a


P á s c o a

Falamos tanto em Páscoa, mas o que realmente significa? Será que é somente comprar, presentear e comer ovos, coelhos e barras de chocolate? Não, existe um significado bem mais profundo, pois não faz sentido tudo girar em torno de chocolate, apesar de ser um doce dos mais apreciados.

A Páscoa (em hebraico Pessach significa passagem, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito, durante o reinado do faraó Ramsés II, por volta de 1250 A.C., sob o comando de Moisés, cujas comemorações duram oito dias), é um evento religioso. Considerado a maior e mais importante festa cristã. Nesta data é celebrada a ressurreição de Jesus Cristo (vitória sobre a morte) após sua morte por crucificação, fato ocorrido numa sexta feira e sua ressurreição aconteceu no domingo, lá pelo ano de 33 d.C., justamente no período das comemorações do Pessach. Daí a associação do nome (Páscoa/Pessach).

A data da Páscoa cristã foi fixada no primeiro concílio de Nicéia no ano de 325. É uma data móvel, que acontece anualmente entre 22 de março e 25 de abril. No Hemisfério Norte esse período coincide com o início da primavera e no Hemisfério Sul com o outono. A Páscoa é comemorada no primeiro domingo após a Lua cheia do equinócio de março (equinócio é o ponto da órbita da Terra em que se registra duração igual do dia e da noite). É interessante como tudo se encaixa, que existe um propósito preestabelecido. Nada acontece ao acaso, pois os desígnios de Deus são únicos.

Segundo o Novo Testamento, Jesus Cristo é o sacrifício da Páscoa. No Evangelho de São João diz “Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (João, 1:29). São Paulo diz “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, por que sois pães ázimos, por quanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado” (1Co 5:7).

“Jesus Cristo, desse modo é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos os pecados”. “Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado”.

Festas de passagem eram comemoradas entre os povos europeus há milhares de anos. As maiores comemorações eram realizadas na região do Mediterrâneo, entre algumas sociedades, dentre elas a grega, cujas festividades eram realizadas pela passagem do inverno para a primavera, no mês de março. Normalmente acontecia na primeira lua cheia da época das flores.

O ovo simboliza o nascimento, a vida. O costume de presentear as pessoas com ovos de galinha ornamentados e coloridos teve seu início na Antigüidade, pelos orientais que os davam de presente na Festa da Primavera. Esse costume chegou ao Egito e assim como os chineses, os egípcios os distribuíam no início de cada estação do ano.

A Igreja adotou esse costume no século XVIII, como lembrança da ressurreição de Jesus Cristo, como símbolo da Páscoa. Quanto ao ovo de chocolate na Páscoa, foi graças aos confeiteiros franceses que, no século XVIII, inventaram esse modo de presentear com chocolate, em substituição aos ovos de galinha duros e pintados que eram dados de presente. Quanto ao coelho de chocolate, simboliza a fertilidade.

Pela passagem da Páscoa vamos de fato aos ovos, coelhos e barras de chocolate, mas ter em mente que a Páscoa significa vida nova, a “nova e eterna aliança” em que Jesus Cristo foi imolado por nós, por nossa salvação. Ele é o caminho para a eternidade, mas depende de nossas atitudes e fé cristã, de modo que Cristo não obriga a nada, mas a porta está sempre aberta e todos são bem-vindos.
Na sexta feira santa é dia de profunda reflexão e no domingo é de alegria, muita alegria, de comemoração, pois Cristo venceu a morte, ressuscitou. Devemos nos jubilar por isso e jamais nos esquecer, pois um dia haveremos de estar em seu reino, para gloria do Senhor.

                                                                       ORLANDO SABKA
                                                                                   E-mail: osabka@terra.com.br

                                                                                              Rondonópolis/MT, março de 2013.

domingo, 24 de março de 2013

Acontecimentos perturbadores


Leia mais este excelente artigo de Orlando Sabka



A Correia do Norte, país comunista e fechado para o mundo há 50 anos, segue uma doutrina do culto aos líderes de maneira cega e teleguiada. Jornais, rádios e TVs são controlados pelo Estado, cujo fanatismo é extremado. A população é pobre, passa fome e com pouca ou quase nenhuma cultura. No entanto desenvolvem testes com foguetes que possivelmente podem alcançar o Ocidente, no caso específico os Estados Unidos, pois já dominam a fabricação da bomba atômica. Os custos são elevados, mas, para o regime, é mais importante do que alimentar o povo e promover educação.

Romperam há poucos dias o acordo de não agressão com a Correia do Sul, firmado há cinco décadas, como também romperam o contato telefônico direto com o governo do sul, tornando a Ásia um potencial campo de guerra nuclear, onde envolveria parceiros como a China e Rússia e, em contra partida a Correia do Sul tem como maior parceiro os Estados Unidos, tanto comerciais, como de defesa com armas também nucleares. As sanções da ONU sobre a Correia do Norte, ao que parece, vão tornar aquela região ainda mais explosiva. Em contra partida o país comunista, numa demonstração de força, realizou mais um teste nuclear de longo alcance, numa clara provocação e ou intimidação a fim de obter algum tipo de vantagem.

A Europa, com algumas poucas exceções, numa clara recessão, com milhões de desempregados, cujos governos, ao longo de décadas, gastavam mais do que arrecadavam e literalmente quebraram, a exemplo da Grécia, Espanha, Portugal e outros, mas os banqueiros continuam firmes como rocha, dando suas cartas ao redor do planeta. Aqui no Brasil, então, um verdadeiro paraíso, jamais sonhado.

No Oriente Médio, os conflitos são uma constante, mas em alguns países árabes tenta-se respirar bons ares de democracia, com exceção da Síria, que continua a matar seu povo que se rebelou contra o regime. Em um ano e meio de lutas internas, mais de 70 mil pessoas foram mortas e, enquanto isso, China e Rússia vendem armas ao governo Sírio, e, em contra partida, os Estados Unidos, França e Inglaterra abastecem os rebeldes, de modo que estes senhores da guerra e da morte faturam bilhões de dólares, encastelados em suntuosos palácios, tomando uísque escocês e fumando charutos cubanos.

O que dizer da eterna luta entre palestinos e israelenses, onde os interesses de ambos os lados falam mais alto, de modo que, na realidade, ninguém cede um milímetro, prevalece à desconfiança, e os ódios se sobrepõem à razão em muitos casos. Atentados fazem parte do dia a dia em Israel, principalmente na região de fronteira e as represálias são duras e cruéis. Não existe o estender de mãos. Fraternidade, então, é uma utopia. Povos que poderiam viver em paz, mas a paz soa muito distante, principalmente quando apenas um lado tenta buscá-la. Paira na região a promessa do presidente do Irã de varrer Israel do mapa, pois estão também desenvolvendo artefatos atômicos.  O Estado de Israel, cercado por países árabes, sente-se encurralado e se obriga a uma vigilância 24 horas por dia, com tecnologias das mais modernas, em face dos constantes atentados e ameaças de extermínio. Em seu arsenal militar constam bombas atômicas. A paz relativa está por um fio, se rompida às conseqüências serão terríveis.

Na África, em alguns países, as matanças de cristãos por muçulmanos fanáticos são uma constante, onde a intolerância religiosa é extremada. Na Venezuela, com a morte do presidente Chávez, que dominou aquele país com mão de ferro durante 14 anos, controlando a imprensa escrita, falada e televisionada, alienou grande parcela da população. A oposição terá uma missão quase impossível de desmistificação e implantar uma verdadeira democracia, caso consiga vencer as eleições programadas para o mês de abril próximo. Incertezas na Bolívia, Argentina e Equador, por exemplo, torna a região intranqüila.

No Vaticano, há um mês, o papa Bento XVI, num ato histórico, renunciou ao papado, cujos motivos anunciados são os mais diversos (idade avançada, doença, cansaço, envolvimento de padres com pedofilia, suposta lavagem de dinheiro do Banco do Vaticano, etc. e etc.), dentre eles também a publicação de “segredos de Estado” que vazaram e foram publicados na Internet. Não conseguimos entender o porquê de a Igreja manter segredos, pois religião deve ser transparente e cristalina e não mantida a sete chaves. A Igreja deve explicações a seus 1,2 bilhões de fiéis. Que o papa a ser eleito e empossado possa realizar essa façanha de transparência e que a Igreja siga em frente em sua missão de evangelizar, segundo as palavras de Jesus Cristo, dentre elas “amar ao próximo como a ti mesmo”.

Aqui no Brasil a bandidagem tomou conta das ruas e das prisões. Os governos estaduais, por incompetência e/ou má gestão, não instalam bloqueadores de celular nas prisões, de onde saem às ordens de assaltos a bancos, assassinatos de policiais, queima de ônibus e assim por diante. Nossas leis penais estão falidas. Por exemplo, um assassino é condenado há vários anos de prisão e sai pela porta da frente do fórum onde foi julgado, para recorrer da sentença em liberdade em várias instâncias, que pode durar mais de uma década, defendido por hábeis advogados, pelo fato de dispor de vasta reserva financeira, os processos permanecem mofando anos a fio nas prateleiras dos cartórios judiciais, permitindo que o cidadão comum não veja com bons olhos fatos dessa natureza e passa a não acreditar mais na Justiça, pois o Estado beneficia o marginal ao invés de puni-lo exemplarmente.

A situação brasileira em termos de leis e sua aplicação é uma vergonha, um incentivo aos marginais. Segurança publica virou insegurança, educação escolar deixa a desejar, enquanto que a educação familiar virou uma piada, onde limites não são impostos aos filhos, muito menos responsabilidade, isso em grande parcela das famílias, seja rica ou pobre.  

Saúde, então, as pessoas estão morrendo nos Hospitais, nos Pronto Atendimento por falta de uma série de procedimentos (UTIs, leitos, medicamentos, médicos, higiene, etc.) Nas rodovias federais as mortes são uma constante há décadas e ninguém é responsabilizado e muito menos medidas reparadoras são tomadas. Faltam mais escolas, creches, professores, moradias, postos de trabalho, saneamento básico, infra-estrutura e assim por diante. Falta respeito e dignidade para conosco, principalmente por parte dos políticos. O Brasil é uma máquina perfeita de arrecadação de impostos, no entanto o retorno, em forma de benefício, é o mínimo possível. Acorda Brasil!
ORLANDO SABKA
                                                                                   E-mail: osabka@terra.com.br 

sábado, 16 de março de 2013

O Escorpião






Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e
estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles!   (autor desconhecido)

terça-feira, 5 de março de 2013

Quebra-molas é retrocesso

Publico aqui o excelente artigo do escritor Orlando Sabka, que trata de um assunto importante e relegado pelas autoridades municipais!

Beatriz



Quebra-molas é retrocesso

Infelizmente em Rondonópolis ainda temos uma enxurrada de quebra-molas/lombada na maioria dos bairros. Todos eles, além de ser um retrocesso em termos de segurança no trânsito, foram construídos fora de medida, se tornando algo perigoso para os motoristas e motociclistas, além de poucos terem a placa de sinalização na proximidade.

Por exemplo, no Bairro Colina Verde existem alguns quebra-molas sem nenhuma serventia e sem placa de sinalização. Um transtorno para quem por lá trafega. Outro exemplo de inutilidade é o quebra-molas existente à Rua Otávio Pitaluga, após o Rio Arareau, sentido bairro centro. Uma verdadeira arapuca aos motoristas e motociclistas, pois foi construída fora dos padrões exigidos por lei e muito próxima à ponte, sem a devida necessidade, uma vez que aproximadamente 50/60 metros adiante tem um semáforo, junto à Av. Don Wunibaldo.

De acordo com a resolução 39 do CONTRAN, existem dois tipos de tamanho de lombadas. No tipo 1 as medidas são 8 cm de altura, 1,5 m de largura e no tipo 2 (a ideal) 10 cm de altura por 3 metros de largura, ambos com o comprimento igual a largura da rua e ou avenida.

De modo geral as lombadas atrasam ambulâncias e bombeiros para um deslocamento rápido, como também, se mal construídas, como de costume, danificam caminhões, automóveis e motos, pondo em risco de morte seus ocupantes. É claro que devemos proteger também os pedestres. Para tanto se deveriam implantar mais semáforos e lombadas eletrônicas e não exigir dos governantes municipais mais quebra-molas que, no nosso entendimento, deveria ser extintos, de modo a proteger pedestres e condutores de veículos. Em locais estratégicos se faz necessárias rotatórias, como é o caso da MT 270, próximo da Avenida Don Pedro II, para o devido acesso aos Bairros Colina Verde, Nova Colina, Terra Nova e demais conjuntos habitacionais na grande região da Sagrada Família, de modo a desobstruir o meio dessa importante rodovia dos blocos de concreto ali colocado sem um devido estudo ou diálogo com os moradores desses bairros, que são penalizados diariamente para voltarem para seus lares, dando voltas e mais voltas por outros bairros e avenidas, perdendo tempo, gastando mais combustível, além do incômodo que causa.

Outro monstrengo foi construído defronte ao Supermercado Big Master, junto à Av. Fernando Correa da Costa, ocasionando congestionamento diário, além de por em risco de acidente motoristas, motociclistas e pedestres. Uma aberração não da natureza, mas de uma engenharia mal elaborada às pressas, com fim de resolver uma situação emergencial, mas o tiro saiu pela culatra e, como sempre, nós pagamos a conta. Muitos bairros são penalizados por falta de semáforos e, muitas vezes, de uma simples rotatória. Tudo se resume em gestão responsável com pessoas capazes, planejamento sério e sua devida implantação. Confiamos na atual gestão pública e cremos que esses e outros problemas sejam solucionados.

O que dizer da construção da passagem urbana de Rondonópolis que se arrasta por alguns anos e que já consumiu dezenas de milhões de reais e nada, absolutamente nada de se vislumbrar o seu término. Nada de ficarmos de braços cruzados, afinal é o nosso dinheiro dos impostos que está sendo torrado. Responsabilidades devem ser apuradas.

Queremos um trânsito moderno que possa fluir normalmente, cuja segurança de todos esteja em primeiro lugar, pois Rondonópolis tem obrigação de servir de modelo para o Estado de Mato Grosso, pois é uma das principais cidades do Estado, talvez a mais pujante e um bom exemplo é sempre bem-vindo.

Nos países adiantados, considerados primeiro mundo (Estados Unidos, Canadá, Japão e países europeus), quebra-molas há décadas deixou de existir. Em seu lugar existem rotatórias, semáforos e lombadas eletrônicas.

Por que não implantar esses sistemas em nossa cidade, ao invés de se construir mais quebra-molas, como algumas pessoas assim desejam, principalmente junto aos bairros mais afastados do centro de nossa cidade? Precisamos avançar e não retroceder. Quebra-molas é atraso de vida, é não proporcionar qualidade de vida e segurança para nossa gente, seja pedestre, motorista ou motoqueiro. Queremos sempre o melhor para nossa cidade. Vamos eliminar os quebra-molas e implantar semáforos e lombadas eletrônicas e, dentro da necessidade, várias rotatórias, pois seu custo é relativamente baixo e fácil de ser implantado.

                                                           ORLANDO SABKA

          Rondonópolis/MT, fevereiro de 2013.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Natal e Ano Novo, novas esperanças

Com este belíssimo artigo de meu amigo, o escritor Orlando Sabka@ quero aproveitar e desejar a TODOS um Feliz Ano Novo, um ano mais justo onde não falte o pão, o respeito e a dignidade a cada um de nós!

Beatriz Antonieta Lopes


Natal e Ano Novo, novas esperanças

Ainda bem que a esperança é a última que morre, diz um ditado popular. Todos os anos, por ocasião das comemorações de Natal e Ano Novo, centenas de milhões de pessoas renovam suas esperanças e fazem seus pedidos, desde o mais remediado, aquele esquecido pela “sorte”, o que vive à margem do desenvolvimento e da sociedade, ao mais abastado dos mortais.

            Não resta dúvida que o Natal, para os cristãos, é o mais importante evento do ano, quando se comemora o nascimento de Jesus Cristo, Salvador, e cada um, à sua maneira, se desdobra em doar algum tipo de alimento, roupas e brinquedos para as pessoas pobres, famintas e miseráveis, que proliferam pelos quatro cantos do planeta e aqui no Brasil, não se foge à regra, em face da generosidade de nossa gente.

Mas por que essa generosidade principalmente nesse período? Será que o pobre, o remediado, se alimenta apenas uma vez ao ano? Cadê programas oficiais de assistência em tempo integral, que proporcione dignidade ao ser humano? Em nível de Governo, o que se ouve, desde há longa data, é apenas retórica e nada mais, com maravilhosas exceções de diversas pessoas e entidades particulares, religiosas, clubes de serviço e filantrópicos, que se desdobram em ajudar o próximo ao longo dos anos e, mesmo enfrentando dificuldades, fazem sua parte com carinho e determinação, proporcionando dignidade e valorização humana. Um belo exemplo a ser seguido, principalmente por aquelas pessoas que detém o poder e tem a obrigação de amparar o cidadão comum, aquele que vive excluído da sociedade, esquecido pelos cantos da vida, apenas lembrado em época de eleição e somente até o momento de dar seu voto, muitas vezes trocado por um pouco de alimento, algumas telhas, tijolos, areia e cimento, tão comum em eleições passadas e hoje, pelo que se ouve falar pelas esquinas, por uns trocados. Falta conscientização.

No planeta, mais de 500 milhões de seres humanos vivem abaixo da linha de pobreza e, o que é mais triste ainda, cinco milhões de crianças morrem de fome anualmente. Aqui no Brasil os números não são nada animadores. É mais de 25 milhões de crianças e adolescentes, isso sem contar os adultos, que podem chegar também a esses números estratosféricos, sem nenhuma perspectiva de vida digna, pois passam fome e privações em meio à fartura. Esperar o que dessa gente, caso a situação não mudar para melhor? Com certeza mais crianças e adolescentes vivendo nas ruas, abandonadas à própria sorte, a mercê de traficantes, cheirando e consumindo drogas, se prostituindo, praticando furtos, assaltos e assassinatos. Essa é a realidade das ruas, extremamente cruel, onde não existe uma mão amiga que os possa orientar e amparar, muito menos programas oficiais de ajuda. Existem alguns programas de ajuda particular, mas são pouquíssimos. Podemos imaginar o destino final dessas pessoas que nunca tiveram uma oportunidade decente na vida. Construir mais prisões não é a solução e somente preces e cruzar os braços também não resolve o problema. É necessário agir, tomar atitude firme e duradoura com fé e, com inspiração Divina, os problemas poderão ser resolvidos de modo satisfatório. Aí sim, os pedidos de Natal e Ano Novo terão um significado maior, as esperanças renovadas, na certeza de serem realizados.

O quadro é alarmante e tende a se agravar ainda mais, em face da enorme concentração de renda em mãos de uns poucos e da globalização, em que poderosas companhias transnacionais, banqueiros e da agiotagem financeira internacional levam absoluta vantagem, nos mais diversos setores da economia mundial, numa desenfreada acumulação de riquezas, jamais vista no mundo dos negócios, onde ganância e rolo compressor são parceiros no dia-a-dia, fazendo com que o abismo entre ricos e pobres se torne cada vez maior. Países caem de joelhos exauridos (Grécia, Espanha, Portugal e diversos países africanos são exemplo atual), aumentando a legião de desempregados, de famintos, desagregando famílias, gerando incertezas, ranger de dentes, ódios e miséria humana, em proporções gigantescas. É o Apocalipse acontecendo aqui e agora, a nível mundial e, ao que parece, ninguém se da conta disso, sempre com pressa em gerir uma avalanche de compromissos que nunca acaba e não dispõe de tempo para observar que o mundo está desabando ao seu redor ou, na melhor das hipóteses, que não o possa atingir. Somente dá-se conta quando já é tarde demais.

Reverter o quadro de pobreza absoluta é um desafio enorme, mas, para que isso realmente possa acontecer, é necessário que os governos, espalhados pelo planeta, invistam maciçamente em programas específicos, que vão desde a ação social à participação das rendas auferidas no país. Alavancar a indústria, agricultura e comércio com dezenas de milhões de postos de trabalho façam parte desses programas, como também construção de moradias, saneamento básico, saúde e educação. É um longo caminho a ser percorrido, mas necessário. No entanto, o maior entrave que se observa, é a falta de vontade política desses governantes, geralmente acomodados, usufruindo das benesses que o poder oferece. Ao que parece, ficam deslumbrados e facilmente se esquecem das populações que os elegeram. Os reclames das massas jamais se adentram em seus suntuosos palácios, onde a vida corre maravilhosamente bem, com gastos mirabolantes, enquanto que o povo humilde e sofrido deseja e pede, principalmente, em época de Natal, apenas comida, nada mais que comida, na esperança de seus pedidos serem atendidos. Entra ano e sai ano e tudo continua como antes, talvez até um pouco pior, mas o povo tem fé e esperança de que vai mudar e nessa longa e triste jornada muitos ficam pelo caminho precocemente, pelo fato de não terem sequer um prato de comida e o medicamento necessário. Isso é triste, muito triste, mas é a realidade incontestável, em pleno século 21, enquanto que se gastam centenas de bilhões de dólares em programas espaciais, em armamentos e outros projetos mirabolantes, anualmente, no mundo, centenas de milhares de seres humanos morrem de fome e por doenças, isso sem contar as constantes guerras, onde preciosas vidas são ceifadas diariamente.

Parece até criancice, mas muitas vezes chegamos a pensar que Deus poderia vir até nós com um bastão de beisebol na mão e baixar no lombo de muita gente para que a as coisas se encaixem de uma vez por todas, mas por outro lado, lembramos que Ele nos concedeu o dom do livre arbítrio, de modo que ganância, poder e dominação são uma constante. Haja paciência!

Que este seja um bom Natal, que haja de fato consciência natalina e que o Espírito do Natal contagie toda a humanidade, fazendo com que os corações empedrados sejam somente corações e que todos possam pensar e agir com o coração e mente aberta. Somente assim poderemos viver em um mundo verdadeiramente humano, em paz, onde o estender de mãos poderá ser uma constante e a vida valorizada em sua plenitude. Que o Senhor Deus possa derramar suas bênçãos, de modo abundante, sob a face da Terra. Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

ORLANDO SABKA
                                                           E-mail: osabka@terra.com.br           

Rondonópolis/MT, Natal de 2012.



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mato Grosso: Estado incinerou 55 toneladas de medicamentos


Estado incinerou 55 toneladas de medicamentos vencidos, aponta TCE

Relatório do conselheiro Luiz Henrique Lima aponta a má gestão durante administração de Pedro Henry e Vander Fernandes à frente da Secretaria de Estado de Saúde, um dos motivos de reprovação das contas e pedido de afastamento do atual secretário

ALIANA CAMARGO
Entre as 52 irregularidades apontadas pelo relator Luiz Henrique Lima do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a incineração de 55 toneladas de medicamentos e insumos vencidos demonstra, segundo o relator, a má gestão de Pedro Henry e Vander Fernandes à frente da Secretaria de Estado de Sáude de Mato Grosso. O parecer do relator foi por ato de improbidade administrada nas duas gestões.As 55 toneladas de medicamentos se referem a gestão de 2011, quando Henry ficou a frente da SES pelo período de 1 de janeiro a 15 novembro, sendo substituído pelo secretário-adjunto Vander Fernandes, que atualmente responde pela pasta. Ambos foram multados em R$ 53.440,00 e R$ 36.232,22, respectivamente. O relator conselheiro substituto Luiz Henrique Lima observou ainda, que a Central de Abastecimento de Insumos, administrada pela Organização Social de Saúde Instituto Pernambucano de Assistência Social (Ipas), não está prevista por decreto e nem por lei. A recomendação é que o Estado regularize a situação.
Marcos Negrini/Secom-MT
Centro de distribuição de medicamentos do Estado; 55 toneladas de remédios vencidos incinerados
O Hipernotícias acompanha durante meses a falta de vários medicamentos na Farmácia de Alto Custo do Estado, um contrassenso apontado pelo relatório do conselheiro Luiz Henrique Lima, já que os medicamentos descartados poderiam ser utilizados pela população.O relatório do conselheiro, contendo 200 páginas, concluiu também que o Estado não disponibilizou nenhum valor para ações de prevenção da dengue para o ano de 2011, à cidades do interior de Mato Grosso. Apenas algumas ações pontuais foram realizadas com recurso da União.Pela falta de ações de prevenção e políticas de combate à dengue no ano anterior, o Estado se tornou o primeiro no país em número de notificações em 2012. Somente pelo período de 1º de janeiro a 14 de novembro de 2012 os casos notificados foram de 40.041. O relator conselheiro substituto Luiz Henrique Lima orientou que seu relatório seja enviado para o governador Silval Barbosa, para a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência da Assembléia Legislativa e para o Ministério Público para adoção de medidas cabíveis.Além das multas aplicadas a Pedro Henry e Vander Fernandes, servidores da SES também foram condenados a pagar multa, são eles: secretário Adjunto Executivo à época, Edson Paulino de Oliveira, multado em 51 UPFs (corresponde a R$ 2.725,44); Cibele Makiyama Martins, multada em 11 UPFs (R$ 587,84); e Daude Jaber Abdala em 11 UPFs(R$ 587,84). OUTRO LADOSegundo a Secretaria de Estado de Saúde, o secretário Vander Fernandes vai recorrer da decisão do Tribunal de Contas do Estado. Veja a falta de medicamento na SES no início deste ano:Faltam 30 medicamentos na Farmácia de alto custo de Mato Grosso

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